MÃES REALIZADAS E FAMÍLIAS FELIZES COM A FERTILIZAÇÃO IN VITRO – FIV

 

Oi, pessoal!

Hoje venho falar para vocês sobre um assunto que muito me alegra: FIV ou FERTILIZAÇÃO IN VITRO. Para quem ainda não sabe, Maricota é a junção do meu óvulo e do espermatozóide do papis dela. Por quê? Porque o papai da Maria é vasectomizado e optamos pela FIV depois de várias conversas e consultas médicas.

O processo é longo, chato e cheio de incertezas. Mas isso é papo para outro post! A ideia desse aqui é falar sobre bebês de proveta, ou bebês de laboratório, sobre maternidade e o infeliz comentário de um dos ícones da moda no mundo, Domênico Dolce. É impressionante e incrível como algumas pessoas, nos dias de hoje, tem capacidade de declarar que crianças nascidas por Fertilização in Vitro são crianças “sintéticas”. A fala dele, na íntegra, foi assim: “Você nasce e tem um pai e uma mãe. Ou pelo menos deveria ser assim, e é por isso que não acredito em crianças criadas pela química, em bebês sintéticos, em barrigas de aluguel”. Peeeense no absurdo dos absurdos! O furor surgiu depois que a revista italiana Panorama citou comentários do estilista nos quais ele criticou tratamentos de fertilidade. Então, eu faço a pergunta: Famílias com filhos oriundos da FIV não são famílias “de verdade”? A medicina está aí para facilitar a vida de milhares de casais no mundo inteiro, sejam eles inférteis, homossexuais, mães solteiras, etc.. Fiquei muito, mas muito furiosa, no ano passado, com essa notícia.

No mesmo instante pensei nas mulheres que conheci durante o tratamento. Mulheres frágeis, desacreditadas, mulheres que se desfizeram de muitos, muitos bens materiais para custear os vários tratamentos. Casais que estavam ali, que enfrentavam a quinta, a sexta, a nona fertilização. Mulheres que a cada transferência de embrião, renasciam! Mulheres corajosas, “mulheres macho”, entendem, né? Não é qualquer mulher que se submete a incontáveis procedimentos, resultados negativos e continuam tentando, continuam lutando contra o físico e, principalmente, contra o emocional. A cada exame negativo para gravidez, você se sente incapaz e fracassada. Todo o meu respeito e admiração a essas guerreiras, mulheres de verdade!

Escrevendo esse texto não tem como eu não me emocionar. Maria é o meu amor maior, amor de muitas vidas, amor puro, verdadeiro. O pedacinho de gente que me ensina todos os dias a delícia que é ser mãe. Com ela eu constituí uma família, deixamos de ser apenas um casal. Amorosa, inteligente, querida! Menos sintética! Quando esse cidadão fala que “a única família é a tradicional e que a procriação deve ser um ato de amor”, eu reflito nessas palavras e concluo que ele nada entende sobre FAMÍLIA e muito, MAS MUITO MENOS sobre o AMOR.

Convidei 3 grandes mulheres, mães incríveis que não mediram esforços para terem seus filhos, a darem os seus depoimentos sobre o significado de FAMÍLIA, AMOR, MATERNIDADE e FIV. Não preciso dizer que precisei parar e recomeçar algumas vezes este post, né?! (quase chorando de novo..não me julguem..sou assim mesmo!)

Lúcia Rogéria, 39 anos, Zootecnista, mãe de Bárbara (5 anos) e do Bruno (3 anos) (@luciarogeria)

…Tentei engravidar do início de 2009 a agosto de 2010. Fui à consulta esperando ouvir do médico: “Você está ótima, desencana que acontece”, mas este “desencana que acontece”, não aconteceria comigo. Fui diagnosticada portadora de endometriose e foi detectada no útero e trompas. Eu não conhecia essa doença. Operei e fiz a primeira fertilização. Implantei dois embriões…não deu certo. Parti para a segunda tentativa e fiz com meu único embrião restante. Era minha princesa Bárbara! Em agosto de 2013 fiz outra fertilização e engravidei do Bruno, que nasceu em 2014…

…Da descoberta da doença até a gravidez foram 10 meses. Não devemos procurar um médico de reprodução humana sonhando engravidar em 1 mês. Temos que ir dispostas a TUDO, sabendo que pode ser um tratamento rápido ou longo. E de sofrimento mental e físico…

…Quando estamos realmente dispostas a ser mãe, quando o casal quer ter um filho, nada é impossível. Passamos pelo tratamento firmemente, pois estamos indo atrás de um sonho. Esse período do tratamento nos faz amar enlouquecidamente nossos filhos, que são filhos como todos os outros, como os gerados pelo método natural e até mesmo os filhos adotivos, que são da família da mesma forma, pois o amor é o sentimento mais importante em uma FAMÍLIA DE VERDADE. Infelizmente existem pessoas que falam bobagens sobre filhos de fertilização, mas esquecem de que, as famílias que procuram esse método, querem MUITO ter filhos, independente da forma de tê-los…

…Após dois filhos de FIV, para minha surpresa, sofri um aborto espontâneo sem saber que estava grávida, em outubro de 2015 e tive a explicação unânime dos médicos: “Para Deus, nada é impossível”…

…Estou curada da doença que me impossibilitou ter filhos naturalmente, e hoje 5 anos após a cirurgia de endometriose, minhas trompas estão perfeitas. Então daqui para frente tudo pode acontecer…”.

Fabiana, 35 anos, Especialista em TI, mãe dos gêmeos Gabriel e Mariana (2 anos) (@faby_mamaedegemeos) – (www.mamaedegemeos.com)

“Sou portadora de Endometriose. Quando recebi o resultado do mapeamento para ver o grau da doença, não poderia ser pior, eu tinha o grau mais avançado. Tinha focos de endometriose nos dois ovários, no intestino, na bexiga, nos dois ureteres, quase chegando aos rins e atrás do útero. Eram tantas aderências que eu tinha a pelve congelada, meus órgãos não se mexiam dentro de mim, estava tudo “grudado”… Meu caso era tão grave que eu poderia perder os dois ovários durante a cirurgia e se isso acontecesse, eu não poderia ser mãe com os meus óvulos…

Dayse Oliveira, 40 anos, Administradora, mãe de Davi (4 anos) (@davi_itboy)

“Desde muito jovem a maternidade sempre foi muito aflorada em mim e sempre falava para os meus pais sobre quantos filhos eu teria. No entanto, algumas intercorrências e a síndrome dos ovários policísticos, sempre me deram indícios de que talvez fosse um pouco difícil engravidar. Quando me casei, aos 33 anos, papai do céu me presenteou com 3 filhos do coração que vieram junto com meu esposo, meus enteados. Três longos anos se passaram e junto com eles, uma angústia enorme de imaginar que talvez não pudesse ter a experiência de ser mãe. Foram diversos tratamentos (coito programado, cirurgia para liberação das trompas, tratamento da SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) até que decidimos partir para a FIV…

… Muitas dúvidas e medos surgiram durante todo o processo do tratamento. Implantamos 3 embriões. No décimo dia eu comecei a sentir fortes dores e minha barriga começou a inchar muito, minha médica imediatamente me internou, pois tive uma hiperestimulação ovariana (que me deixou com barriga de 9 meses, só que de líquido). Passei 12 dias internada drenando a barriga e fazendo albumina na veia. Tudo que eu mais temia aconteceu. Não houve implantação de nenhum embrião no meu útero. Isso me deixou um imenso vazio e uma tristeza passou a ser minha companheira constante…

… A médica orientou que eu não realizasse novas tentativas, pois o que eu tinha acabado de passar havia sido muito grave e eu poderia ter até morrido. Não entendia porque tudo aquilo estava acontecendo comigo… Após 9 meses, resolvemos fazer a segunda FIV. Falei para a médica que eu não passaria por essa vida sem sentir bem de pertinho o que é o amor de uma mãe por um filho…Transferimos mais 3 embriões. Finalmente eu estava GRÁVIDA e iria ser mãe…

…Meu doce Davi nasceu em 2013! Hoje eu encorajo as minhas amigas que ainda não tiveram filhos e acham que “não podem” engravidar, a tentar a FIV e experimentar a maior e melhor experiência que uma mulher pode ter. Quem é mãe sabe o quanto é infinito esse amor. Emociono-me a cada chamado que meu filho faz. Um simples “mamãe” já é motivo para que eu agradeça a Deus e a medicina por me permitir tanta felicidade diariamente. Eu ainda pretendo partir para uma 3 fertilização, para presentear Davi com um irmãozinho ou uma irmãzinha.

Famílias lindas, completas, felizes! Muito obrigada, meninas! Muito obrigada por terem engrandecido meu post com os relatos reais de vocês! Sintam-se abraçadas por mim! Admiração infinita por vocês!

3 comentários em “MÃES REALIZADAS E FAMÍLIAS FELIZES COM A FERTILIZAÇÃO IN VITRO – FIV”

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